Chapter 5
O ar no subsolo do Hospital Santa Helena não tinha a esterilidade da medicina; cheirava a óleo de arma, poeira de concreto e o suor frio de homens que não esperavam resistência. Lucas movia-se entre as tubulações, o corpo tenso, cada músculo treinado para o silêncio absoluto. Atrás dele, o eco de botas táticas no linóleo do corredor principal não pertencia aos seguranças de Valdir. Eram homens de uniformes cinzas, sem identificação, executando ordens de uma força de elite da prefeitura. Eles não buscavam um intruso; eles buscavam uma limpeza.
Lucas apertou o livro-razão contra o peito. O couro gasto era a sentença de morte do Secretário de Obras. Com um puxão seco, ele arrancou a grade de ventilação do setor de carga e deslizou para a garagem. Através de uma fresta no concreto, viu o carro de transporte médico que levara Maria partir sob escolta pesada. O destino dela não era um hospital; era um apagamento.
Horas depois,
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