Chapter 11
O salão do hotel não era um ambiente de celebração; era uma arena. Sob o brilho frio dos candelabros, Helena mantinha o sorriso ensaiado, uma máscara de porcelana que escondia o tremor em suas mãos. A mão de Ricardo, firme e possessiva em sua cintura, não era um gesto de afeto, mas uma âncora. Ele a mantinha ereta, ancorada na realidade de que, a qualquer movimento em falso, o castelo de cartas que ela construíra para proteger Arthur desmoronaria.
— Não olhe agora — o murmúrio de Ricardo roçou seu ouvido, um contraste perigoso com a música ambiente. — O terceiro homem de Otávio está posicionado perto da coluna central. Ele não está aqui pela empresa. Ele está aqui para garantir que você sinta o peso da escolha.
O celular na bolsa de Helena vibrou. Uma notificação. Uma foto de Arthur, distraído no parquinho, enviada de um número criptografado. O ar fugiu de seus pulmões. Ricardo, com a percepção aguçada de quem vive sob constante ameaça, captou a mudança instantânea em sua postura. Ele deslizou o aparelho da mão dela com uma destreza que não permitia recusa. Ao ver a imagem, a máscara de executivo implacável que ele sustentava para o mundo rachou. A ferocidade em seus olhos era crua, despida de qualquer convenção social.
Eles se retiraram para o corredor de serviço, o silêncio do local sendo interrompido apenas pelo zumbido dos motores do sistema de refrigeração.
— Ele está drenando os ativos antes de se
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