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Chapter 10: O Cerco ao Palácio

Arthur Valente utiliza a Escritura 402-B para desativar a infraestrutura elétrica do bunker do Cartel do Leste, neutralizando sua resistência física. Ele confronta o Barão e Beatriz Alencar, revelando a invalidação de seus ativos e entregando suas operações ao Ministério Público, consolidando seu controle sobre a infraestrutura urbana.

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O Cerco ao Palácio

O ar na sala de controle da Casa de Leilões Alencar estava saturado com o cheiro de ozônio e o zumbido de servidores em sobrecarga. Arthur Valente observava os gráficos de fluxo financeiro do Cartel do Leste — uma teia de lavagem de dinheiro que, até uma hora atrás, parecia inabalável. Agora, eram apenas números sendo apagados.

— O Barão acredita que, ao congelar suas contas, ele o desarmou — Mestre Elias comentou, sua voz contida pela tensão. — Ele não entende que o dinheiro dele é apenas papel, enquanto o seu é a fundação desta cidade.

Arthur não respondeu. Seus dedos deslizavam pela interface da Escritura 402-B, o documento ancestral que ele finalmente ativara. Ele não estava ali para negociar; estava ali para desmantelar a infraestrutura que sustentava a arrogância daqueles que usurparam seu nome. Com um comando seco, ele executou a sobrecarga. Em um raio de cinco quilômetros, as luzes do setor financeiro, onde o bunker do Cartel operava, oscilaram e morreram. O coração do Cartel parou de bater.

*

O prédio brutalista do Cartel, no centro de São Paulo, agora era um mausoléu de concreto. Arthur entrou sem pressa. Os seguranças, cegos pela escuridão, tateavam as paredes, suas vozes ecoando em gritos de ordens inúteis. Quando um capanga tentou interceptá-lo, Arthur apenas ergueu o celular. O brilho da escritura 402-B iluminou o rosto do homem, que recuou, paralisado por uma autoridade que ele não conseguia nomear, mas que sentia na pele. Com um toque, Arthur travou os portões blindados, isolando o Cartel em seu próprio bunker.

Dentro da sala principal, o silêncio era absoluto. O Barão estava sentado à cabeceira, cercado por telas negras. Beatriz Alencar, com o figurino impecável agora amarrotado, tentava desconectar um dispositivo da rede, as mãos trêmulas de ódio.

— O jogo de sombras acabou — a voz de Arthur cortou o ar, fria e precisa.

Beatriz tentou se levantar, a voz embargada pelo desespero. — Você não é nada, Arthur. Você é um erro. Eles têm poder, eles têm força…

— Eles têm apenas o que eu permito — interrompeu Arthur, olhando-a com a indiferença de um soberano. Ele virou-se para o Barão, cujo rosto perdia a cor. — Suas contas foram congeladas, seus títulos de terra invalidados e sua rede de lavagem de dinheiro entregue ao Ministério Público. Vocês não estão sendo removidos por mim, mas pelo sistema que nunca compreenderam.

O Barão tentou se levantar, mas o peso da derrota era físico. Arthur não sentiu satisfação, apenas o vazio de quem cumpre uma obrigação. No momento em que o Cartel se desmantelava, seu celular vibrou. Uma mensagem cifrada, vinda de um servidor inativo há décadas, brilhou na tela. Não era o fim. Era apenas o prelúdio de algo muito mais antigo e perigoso que começava a despertar nas sombras da cidade.

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