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Chapter 7: Fuga ou Confronto

Elias escapa da sala de servidores, mas encontra o hospital em lockdown. Ele chega ao estacionamento apenas para encontrar seu carro sabotado. Ao tentar acessar a prova final, descobre que o arquivo está corrompido e precisa da chave privada de Beatriz para descriptografá-lo, enquanto os seguranças de Mendes se aproximam.

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Fuga ou Confronto

O duto de ventilação era um útero de metal frio, impregnado com o cheiro de ozônio e poeira industrial. Elias Rocha forçou a grade final, despencando sobre o linóleo do corredor de serviço. O impacto nos joelhos foi um lembrete visceral: seu corpo estava no limite, mas o silêncio que se seguiu era pior. Era um silêncio sintético, interrompido apenas pelo pulsar rítmico das luzes estroboscópicas de emergência. O Hospital Elite, outrora um templo de cura, tornara-se um labirinto de vidro e aço sob lockdown. Seu relógio de pulso brilhava com a urgência de um veredito: 04:12:09. O Protocolo de Expurgo de Mendes não era apenas uma limpeza de arquivos; era uma varredura de erradicação.

Elias levantou-se, sentindo o peso do pen drive contra a costela. Cada passo em direção à antecâmara do estacionamento era uma aposta. As portas magnéticas, antes acessíveis com seu cartão de segurança, agora exibiam um vermelho sólido. O sistema o reconhecera. Ele não era mais o investigador interno; ele era o erro a ser corrigido.

Na sala de monitoramento, a Dra. Beatriz Viana observava o cerco. As telas mostravam seguranças privados — homens com o brasão da diretoria — bloqueando as saídas com precisão militar. Ela sabia que Elias estava encurralado. Se ele tentasse passar, seria capturado, e o pen drive seria incinerado junto com sua reputação. Ela não tinha tempo para hesitações morais. Com os dedos trêmulos, Beatriz iniciou um alarme de incêndio falso na ala de oncologia. O som foi instantâneo, um guincho metálico que cortou a estática do hospital. O caos foi a sua única saída; as portas magnéticas foram forçadas a um desbloqueio de segurança, criando uma janela de segundos para Elias.

Elias correu, aproveitando a confusão. O ar frio da noite o atingiu assim que ele alcançou o estacionamento subterrâneo. A chuva batia no concreto como um bombardeio, abafando o som de seus passos. Ele correu até seu sedã prateado, mas parou bruscamente. Os quatro pneus estavam fatiados, a borracha pendendo como carne morta. Ele estava a pé, cercado, e o sistema de vigilância ainda o rastreava.

Ele se escondeu atrás de uma pilastra de concreto, conectando o pen drive ao laptop. O relógio marcava 03:58:12. Ele precisava da assinatura digital de Mendes, a prova que incriminava o diretor pelos testes ilegais na ala 402. Seus dedos voaram pelo teclado enquanto ele abria o diretório. A tela piscou, exibindo uma série de zeros. O arquivo estava corrompido, propositalmente fragmentado pelo sistema de purga.

— Não — sussurrou ele, a voz perdida no som da chuva.

Ele não conseguiria nada sozinho. A prova final estava trancada atrás da criptografia de alto nível de Mendes, uma barreira que só poderia ser derrubada com a chave privada de Beatriz. Ele enviou uma mensagem criptografada, seu último recurso antes que os seguranças, agora próximos, descobrissem seu esconderijo: 'O arquivo está morto. Preciso da sua chave privada agora ou ambos morremos.'

Enquanto esperava pela resposta, Elias ouviu o som de botas táticas ecoando no concreto molhado. Ele estava preso, sem saída, com a prova que poderia destruir Mendes reduzida a um punhado de bits inúteis, a menos que Beatriz arriscasse tudo pelo que lhe restava de consciência.

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