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Chapter 11: A Queda do Mentor

Arthur expõe Alberto perante a elite, utilizando o selo real para anular os contratos fraudulentos. Após a prisão do mentor, Arthur resgata seu pai do cativeiro rural, consolidando sua vitória, mas descobre que Alberto era apenas um peão de uma corporação maior.

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A Queda do Mentor

O salão do Restaurante Valente não cheirava mais a especiarias e prestígio; cheirava a ozônio e ruína. As projeções nas paredes, que exibiam o colapso em tempo real das contas offshore de Alberto, banhavam a elite da cidade em um azul espectral. Onde antes o mentor ditava o destino de licitações com um aceno, agora reinava um silêncio asfixiante. Alberto, o homem que construíra um império sobre o esqueleto dos Valente, estava de pé, imóvel. Sua mão, outrora firme o suficiente para assinar sentenças de falência, tremia ao segurar um copo de vinho que ele não ousava beber.

Arthur aproximou-se, impecável em seu avental, com a calma de quem finalmente colhia o que plantara. Ele carregava uma garrafa da reserva da casa, um vinho que Alberto acreditava ter confiscado por direito de conquista.

— O senhor parece pálido, Alberto — disse Arthur, sua voz cortando o murmúrio da multidão como uma lâmina. — A digestão da verdade costuma ser pesada para quem viveu de mentiras.

Alberto tentou articular uma defesa, mas o círculo de empresários e políticos ao seu redor já se desfizera. Eles não queriam ser vistos na órbita de um homem cujas contas haviam sido zeradas em questão de segundos. Alberto estava, finalmente, preso em seu próprio banquete.

A porta principal escancarou-se com um estrondo metálico. Três policiais da divisão de crimes financeiros entraram, ignorando os garçons que recuavam. O capitão, um homem cujo nome Alberto tentara comprar por anos, não olhou para o mentor. Seus olhos focaram apenas em Arthur. O protagonista deslizou uma pasta de couro envelhecido pelo balcão. O selo real da família Valente, uma marca que a cidade supunha ter sido derretida no esquecimento, brilhou sob os lustres. Era a prova incontestável de que todos os contratos de Alberto eram nulos, baseados em fraude e usurpação.

— O jogo acabou, Alberto — declarou Arthur, enquanto as algemas eram aplicadas com uma frieza burocrática. O mentor foi removido sob o olhar estupefato daqueles que, horas antes, o bajulavam. O silêncio que ficou era a medida exata de sua irrelevância.

Sem perder um segundo, Arthur liderou uma equipe de elite rumo ao complexo rural. O local, uma fortaleza de opressão, foi invadido com a precisão de um cirurgião. O último guarda, um homem que zombara das origens de Arthur, sacou a arma, mas antes que pudesse disparar, o punho de Arthur encontrou seu plexo solar. O impacto foi o desmantelamento final do poder de Alberto. Dentro da câmara central, Arthur encontrou seu pai. O patriarca estava debilitado, a pele pálida, os olhos perdidos pelo tempo de cativeiro, mas vivo. Arthur o segurou com reverência, prometendo que a dívida de sangue estava paga.

De volta ao escritório da Solaris, Arthur observou a cidade através do vidro temperado. O selo real pesava em sua mão. Dona Helena, ao seu lado, observava o monitor onde as contas de Alberto eram esvaziadas. A vingança estava completa, mas o vácuo deixado pelo mentor revelava uma verdade mais profunda: Alberto fora apenas um peão. A corporação superior que o sustentava ainda operava nas sombras. Arthur girou a cadeira, pronto. A cidade agora era seu tabuleiro, e o verdadeiro jogo estava apenas começando.

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