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Chapter 4: O Preço da Ascensão

Kaelen recebe um aviso de Mestra Elara sobre a segurança da Academia e parte para as Minas de Resíduos. Lá, ele utiliza sua técnica proibida para extrair um núcleo de estabilização de classe A, mas a extração dispara o protocolo de isolamento do setor, deixando-o preso e caçado.

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O Preço da Ascensão

O cheiro de ozônio queimado ainda impregnava o ar da Arena de Bronze, uma assinatura metálica que Kaelen sabia ser sua sentença de morte. Enquanto a multidão se dispersava, murmurando sobre a derrota humilhante de Jax, Kaelen sentiu o peso do selo de acesso temporário no bolso. Ele não era um vencedor; era um fugitivo com um prazo de validade de quarenta e oito horas antes da auditoria de linhagem.

— O rastro que você deixou, Kaelen… é quase artístico em sua imprudência — a voz de Mestra Elara cortou o barulho dos corredores sombrios. Ela surgiu das sombras, sua postura impecável contrastando com a sujeira e o suor que grudavam nas roupas de Kaelen. Seus olhos, afiados como bisturis, escaneavam-no. — A segurança da Academia não é composta por amadores. Eles detectaram a técnica banida. A assinatura energética é inconfundível. Estão a menos de dez minutos de varrer este setor.

Kaelen sentiu o estômago revirar. O duelo de amanhã contra Valerius parecia, de repente, um problema menor. Se a segurança o capturasse agora, não haveria arena, apenas o confisco total de sua linhagem e a expulsão imediata.

— Por que me avisar? — Kaelen manteve a voz firme, embora suas mãos estivessem fechadas em punhos.

Elara lhe estendeu um mapa rudimentar, gravado em uma lâmina de metal oxidado. — Porque o sistema está estagnado, e você é a única anomalia que encontrei que sabe como quebrar o código. As Minas de Resíduos escondem um núcleo de estabilização de classe A. É a chave para a próxima evolução do seu núcleo. Pegue-o, ou seja apagado pelos registros da Academia antes do amanhecer.

Kaelen não esperou. Ele correu, ignorando a queimação em seus músculos, enquanto o eco das botas dos patrulhadores ressoava nos níveis superiores. O descenso às minas proibidas foi uma descida ao inferno mecânico. O ar lá embaixo era tóxico, carregado com o gosto metálico de mana corrompida. Kaelen ajustou o respirador improvisado, o filtro zumbindo com um ruído seco que denunciava sua obsolescência. Cada respiração era um cálculo de custo-benefício.

Ele avançou por um corredor de entulho cristalino, onde as paredes brilhavam com uma luminescência doentia. Ele usou a técnica proibida, sentindo a energia residual das rochas vibrar contra sua palma. O processo era doloroso, uma drenagem que parecia rasgar suas veias de mana, mas o ganho era inegável. O núcleo em seu peito, antes instável, começou a pulsar com uma frequência mais firme, absorvendo a radiação do ambiente. Ele estava se tornando mais forte, mas o custo era a visibilidade absoluta de sua assinatura energética para qualquer sensor próximo.

Ao chegar à Câmara Profunda, o artefato estava lá — um núcleo de estabilização crivado de rachaduras, emitindo um brilho pulsante que parecia zombar de sua condição de pária. Kaelen sentiu a pressão da patrulha se aproximando. Eram os cães de guarda da elite, o cheiro de ozônio de seus uniformes de combate preenchendo o túnel. Ele não tinha tempo para sutilezas. Com as mãos trêmulas, mas precisas, Kaelen tocou a superfície fria do metal. A técnica banida começou a vibrar, drenando não apenas o artefato, mas os resíduos estagnados ao redor para mascarar sua própria presença.

Foi uma aposta suicida. Ele sobrecarregou os sensores da área com um pulso de feedback artificial, criando uma cortina de fumaça energética. O artefato cedeu com um estalo seco, e o sistema de segurança da Academia, confundido pelo pico de drenagem, iniciou o protocolo de isolamento do setor. As portas de contenção começaram a descer, selando a câmara. Kaelen, ferido, com o oxigênio quase esgotado e o artefato em mãos, percebeu que o segredo que acabara de adquirir era algo que a elite da Academia mataria para manter enterrado. Ele era um homem marcado, mas pela primeira vez, ele possuía a moeda necessária para comprar seu futuro.

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