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Chapter 3: O Desafio da Arena de Bronze

Kaelen vence o duelo na Arena de Bronze usando a técnica proibida para drenar o equipamento de seu oponente, garantindo pontos de ranking cruciais. A vitória atrai a atenção de Mestra Elara, que revela que a segurança da Academia está em seu encalço e o direciona para um artefato nas minas proibidas como única chance de sobrevivência antes da auditoria.

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O Desafio da Arena de Bronze

O ar nos dutos de ventilação do Pináculo de Cristal tinha gosto de cobre e ozônio estagnado. Kaelen rastejava sobre as placas de metal, sentindo o calor residual da técnica proibida irradiar de seus meridianos. Acima dele, a rede de sensores da Academia pulsava em um ritmo doentio; eles não apenas detectaram o pico de energia, eles estavam caçando a assinatura única do resíduo que ele acabara de refinar. Lá embaixo, o som pesado de botas de segurança ecoava pelos corredores de serviço. Eram os Cães de Guarda, encarregados de purgar anomalias antes da auditoria. Se o encontrassem com o núcleo refinado em mãos, a sentença seria o confisco imediato da linhagem de sua família.

Kaelen forçou uma sobrecarga controlada em um duto de exaustão principal, transformando seu próprio cultivo em uma cortina de fumaça eletromagnética. O metal rangeu, gemendo sob a pressão, e um curto-circuito em cascata iluminou o duto com faíscas azuis. O alarme de segurança silenciou, confundido pelo ruído branco. Kaelen aproveitou o caos para descer, o corpo tremendo pela exaustão. Ele tinha 71 horas e 42 minutos até a auditoria, e o estoque de energia que ele carregava era uma bomba-relógio.

No vestiário da Arena de Bronze, o ambiente cheirava a suor frio e metal aquecido. Valerius o esperava, encostado em um pilar, os dedos brincando com um selo de crédito que brilhava com uma luz azul intensa. O valor no display era astronômico: o suficiente para quitar metade da dívida que pesava sobre o nome de sua família.

— Perder — disse Valerius, com um sorriso desdenhoso. — Apenas caia no primeiro minuto. É mais digno do que ser humilhado publicamente por um capanga meu.

Kaelen encarou o selo. O dinheiro significava segurança, mas o ranking significava sobrevivência. Sem a ascensão, ele seria expulso, e o confisco de linhagem tornaria qualquer quantia de créditos inútil. — O mercado tem preços diferentes para quem não tem nada a perder, Valerius — respondeu Kaelen, virando as costas para o suborno. A fúria no olhar de Valerius foi a única confirmação de que ele fizera a escolha certa.

Minutos depois, a poeira da Arena de Bronze subia sob seus pés. Jax, o capanga de Valerius, girava uma adaga energizada que custava mais do que a casa onde Kaelen cresceu. A multidão vaiava, esperando um massacre rápido. O placar holográfico atualizou: a vitória de Kaelen valeria o triplo em pontos devido à disparidade de nível. Era a única forma de garantir o acesso ao próximo degrau.

Jax investiu. Kaelen não recuou. Ele focou na vibração dissonante da adaga de Jax — um erro de fabricação que a elite ignorava, mas que para Kaelen era uma brecha. No momento em que a luz da arma cortou o ar, Kaelen não bloqueou; ele estendeu a mão e drenou a energia estagnada do núcleo inimigo. A adaga de Jax apagou instantaneamente. O silêncio na arena foi absoluto antes de Kaelen desferir o golpe final, derrubando o oponente com a própria energia que o artefato deveria ter contido.

O placar brilhou em dourado: Kaelen, Ranking Elevado. Mas a vitória foi curta. Mestra Elara surgiu das sombras do pátio, seus olhos fixos na assinatura de energia instável que ainda emanava das mãos de Kaelen.

— Você joga sujo, Kaelen — disse ela, o tom gélido. — A segurança já rastreou o pico que você provocou. Valerius não vai aceitar isso. O duelo de amanhã será apenas o começo. Se quer sobreviver à auditoria, precisará do artefato raro escondido nas minas proibidas. Você tem 48 horas, e o oxigênio lá embaixo é um recurso que a Academia não fornece a traidores.

Kaelen olhou para o horizonte da Academia. O próximo degrau não era apenas uma subida; era uma descida para o escuro. O cronômetro da auditoria continuava a rodar, e ele sabia que, nas minas, o custo de cada respiração seria pago com o seu próprio sangue.

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