A Dança dos Poderes
O escritório de Rafael, no trigésimo andar da Bittencourt Corp., era uma redoma de silêncio absoluto. Do lado de fora, a metrópole de São Paulo pulsava em um caos de luzes e trânsito, mas ali dentro, o ar parecia rarefeito. Beatriz encarava a mesa de mogno onde o arquivo de paternidade, com o lacre rompido e as bordas levemente amassadas, repousava como uma sentença de morte. Faltavam quarenta e seis horas para a audiência de custódia de Arthur. Aquele documento era a única prova que ela tentara desesperadamente enterrar.
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