O Custo da Lealdade
O ar no escritório de Rafael, no trigésimo andar da Avenida Paulista, parecia rarefeito. Sobre a mesa de mogno, o arquivo de paternidade repousava com o lacre rompido — uma violação que Beatriz sentia como uma invasão física. Ela manteve as mãos cruzadas sobre o colo, forçando-se a manter a postura impecável. Faltavam quarenta e seis horas para a audiência de renovação da custódia de Arthur. Cada segundo ali era um roubo ao tempo que ela não tinha.
— Você não tinha o direito — a voz de Beatriz saiu baixa, mas cortante. — Isso é privado. É a vida do meu filho.
Rafael não se levantou. Ele a observava com
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