A Colisão Inevitável
O asfalto de São Paulo parecia vibrar sob os pneus, uma ressonância que ecoava o pânico contido no peito de Helena. Ela mal conseguira escapar da mansão Vilela; o veneno das palavras de Beatriz ainda queimava em seus ouvidos. A mentira sobre o "afilhado" era uma estrutura frágil, prestes a colapsar, e cada quilômetro percorrido até a escola era uma contagem regressiva para a ruína de sua autonomia.
Quando o portão da escola surgiu, o alívio que ela esperava sentir evaporou. O carro de Ricardo estava parado ali, bloqueando parcialmente a entrada. Ele estava encostado na lateral, imp
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