Sombras no Almoço de Família
O lustre de cristal da mansão Vilela derramava luz branca e impiedosa sobre a mesa de jacarandá. Cada faca refletia o rosto de Helena como um espelho de acusação. Ela mantinha os ombros retos, as mãos firmes no talher, enquanto sentia o olhar de Ricardo pesando sobre sua nuca — não como proteção, mas como vigilância ativa.
— Você mal tocou na comida, Helena — disse Beatriz, girando a taça de vinho sem beber. A voz era mel, a intenção era bisturi. — O ritmo de São Paulo costuma abrir o apetite das noivas. Ou será que o noivado já cobra seu preço tão cedo?
Helena
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