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Chapter 3: O Preço da Proximidade

Beatriz e Arthur chegam à mansão Valente após o casamento. Arthur revela que a ameaça contra Beatriz é pessoal e envolve uma traição de seu mentor, forçando-a a aceitar a proteção restritiva dele enquanto descobrem a extensão da conspiração.

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O Preço da Proximidade

O mármore do hall da mansão Valente não refletia apenas a luz; ele parecia sugar o calor do ambiente, transformando a opulência em um vácuo clínico. Beatriz caminhou sobre a pedra polida, o som de seus saltos agulha ecoando como uma contagem regressiva. O vestido de noiva, um símbolo de sua ruína social, pesava sobre seus ombros como uma armadura de chumbo. À sua frente, Arthur Valente desfez o nó da gravata com um movimento brusco, a primeira rachadura em sua fachada de CEO inabalável.

Ele não esperou. Atravessou a sala de estar, parando apenas quando a distância entre eles se tornou um campo de força invisível.

— Pode escolher qualquer uma das alas de hóspedes no andar superior — disse ele, a voz destilando um comando que não admitia réplica. — Mas não saia do perímetro de segurança. Há escoltas posicionadas. Não tente contorná-las.

Beatriz parou, a coluna ereta, a dignidade sendo seu único escudo contra a humilhação do dia.

— Eu assinei um contrato, Arthur. Não me tornei uma prisioneira de guerra. Preciso de acesso aos arquivos da holding para entender o que Ricardo realmente levou. Não posso gerir uma crise vigiada por homens armados.

Arthur girou sobre os calcanhares. Seus olhos, escuros e impenetráveis, capturaram os dela com uma intensidade que fez o ar parecer rarefeito. Ele caminhou até a mesa de mogno no escritório, onde um envelope pardo repousava como uma bomba-relógio.

— Você acha que Ricardo fugiu apenas com o dinheiro? — Ele jogou a pasta sobre a mesa. — Ele não apenas drenou os ativos. Ele vendeu informações confidenciais sobre nossa tecnologia de ponta para os concorrentes mais vorazes. Agora que você é uma Valente, você é o próximo elo na cadeia de informações que eles precisam destruir.

Beatriz sentiu o sangue fugir de seu rosto. Ela abriu a pasta. Seus olhos percorreram as linhas de transações cifradas até que um nome saltou à vista: o fundo de investimento de seu mentor, a pessoa em quem ela mais confiara para gerir o legado de sua família.

— Isso é impossível — sussurrou ela, as mãos tremendo sobre o papel. — Ele era como um pai.

— O poder não conhece lealdade, Beatriz. Conhece apenas o preço — respondeu Arthur, aproximando-se. A proximidade dele era um calor que contrastava com o gelo do mármore. Ele não a tocou, mas a presença dele a cercava, forçando-a a reconhecer a nova realidade. — Ele não está apenas tentando falir sua empresa. Ele está tentando apagar você do tabuleiro.

Eles subiram para a suíte master em um silêncio carregado de eletricidade estática. O quarto era uma fortaleza de luxo, mas para Beatriz, era o epicentro do perigo. Arthur fechou a porta dupla com um clique metálico que soou como um ferrolho de cela. Ele se virou, a máscara de CEO implacável finalmente desmoronando, revelando a fúria contida de um homem que sabia exatamente o quão perto a morte rondava.

Ele deu um passo à frente, invadindo seu espaço pessoal, e Beatriz parou ao sentir a borda da penteadeira contra as costas.

— O que eles querem, Arthur? — perguntou ela, a voz falhando pela primeira vez.

Ele estendeu a mão, não para tocá-la, mas para trancar a porta da suíte com uma chave que tirou do bolso. O som da tranca girando ressoou como um disparo. Ele voltou-se para ela, os olhos fixos nos dela com uma possessividade que a deixou sem fôlego.

— Eles não querem apenas a empresa, Beatriz. Eles querem você.

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