Chapter 7
A instabilidade em meus meridianos não era mais um número em um relatório; era uma vibração constante, um zumbido de metal que ameaçava trincar meus ossos a cada batida do coração. 11%. O número queimava na minha mente enquanto eu observava Ana dormir. O ar no alojamento dos bolsistas tinha o gosto metálico de um sistema que, finalmente, havia decidido me descartar.
O frasco de estabilizador estava vazio. Sem ele, a técnica de dobra de fluxo — minha única arma contra o sistema da Academia — não era apenas uma ferramenta; era um dispositivo de autodestruição.
— Lucas? — A voz de Ana era um fio de seda, frágil. Ela se sentou, os olhos fixos na mancha arroxeada que subia pelo meu pescoço, o rastro visível da minha falência energética. — Você está pior. O Elder Huo não vai parar, vai?
— Ele não quer apenas me expulsar, Ana. Ele quer que eu me destrua publicamente para que ninguém mais ouse desafiar a hierarquia — respondi, mantendo a voz firme.
Ela estendeu a mão, revelando três cristais de energia bruta, o excedente de seu tratamento. O peso deles na minha palma era uma sentença. Se eu os usasse, ela sofreria. Se eu não os usasse, nós dois seríamos varridos da Academia em 48 horas, quando o Torneio de Acesso ao Pavilhão Interno começasse.
— Use — ela ordenou, com uma autoridade que só o desespero confere. — Se você cair, eu caio junto. Ganhe esse tempo.
No Mercado de Cultivo, o ar era denso, carregado com a pressão dos discípulos de elite que circulavam como predadores. O mercador,
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