Novel

Chapter 2: The Ledger Cost

Rafael ouve a voz de Clara no pen drive confirmando que foi capturada e revelando que Tia Lúcia sabe da última via do arquivo. Confronta a tia por telefone, que implora para ele parar e revela que o arquivo completo será vendido em cinco dias. Segue a pista da foto até o Galpão 13 na Mooca, onde o Enforcer o confronta por ligação, ameaça Tia Lúcia diretamente e sai com uma caixa de arquivos, apertando ainda mais o prazo e o custo pessoal.

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The Ledger Cost

Rafael entrou no cyber café empurrando a porta com o ombro, o capuz grudado na nuca pela chuva que não parava. Escolheu o terminal mais ao fundo, onde a câmera quebrada já não alcançava. Sentou, encaixou o pen drive na USB. A luz piscou amarela, hesitante. A tela acordou devagar. Cinco dias inteiros — se o prazo tivesse começado à meia-noite do dia anterior. Cada gota que batia no toldo de metal parecia descontar um segundo a mais.

Clicou no único arquivo visível: CLARA_12MAR.mp3. A barra subiu até 17 % e congelou. Rafael deu um tapa leve no pendrive. Nada. Tentou ejetar, reinserir. Erro de leitura. Abriu as propriedades: 4,7 MB. Sobrevivera à água, mas ferido.

Deu play mesmo assim. Chiado longo. Silêncio. Então a voz dela, rouca, baixa, quase sem fôlego.

“Rafael… se você está ouvindo isso, é porque eu não escapei. Não fui embora por vontade. Me pegaram no dia 12. O pagamento final foi feito. A mãe do senador estava lá. Tia Lúcia sabe onde está a última via. Você tem cinco dias antes que o resto do livro-caixa seja vendido ou queimado. Procure o 13 na Mooca. Galpão. Não confie em ninguém da família agora. Eles vão te entregar pra se salvarem. Eu te amo. Desculpa.”

Corte seco. Chiado. Fim.

Rafael ficou parado olhando a tela preta. O pulso latejava na garganta. Copiou o arquivo para o celular nos últimos segundos antes que o pen drive morresse de vez. Levantou. No reflexo da janela viu o contorno de um homem do outro lado da rua, debaixo do mesmo toldo, olhando fixo para dentro. O mesmo casaco comprido do porão. Rafael abaixou a cabeça e saiu pela porta dos fundos.

No corredor comercial coberto encostou na parede úmida perto do orelhão. Enfiou a ficha com dedos que não obedeciam direito. Discou o número da tia Lúcia. Tocou quatro vezes.

— Alô?

A voz saiu baixa, quase sufocada.

— Sou eu.

Silêncio pesado.

— Rafael, eu disse pra não me ligar mais.

— Eu ouvi a voz dela, tia. No pen drive. Ela diz que está viva. Diz que tem cinco dias até o arquivo ser vendido ou queimado. Você sabia disso?

Outro silêncio, mais longo. Rafael apertou o fon

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