Novel

Chapter 1: The First Lead

Rafael recebe uma página rasgada de um antigo livro-caixa com anotação urgente de Clara afirmando que está viva e dando seis dias para encontrar algo na Rua 13. Confronta a tia Lúcia, que relutantemente entrega uma chave para o porão de um sobrado antigo. Lá, ele encontra pastas e um pen drive com evidências ligadas ao desaparecimento de Clara, incluindo uma foto comprometedora e referência a pagamento no dia do sumiço. Um homem desconhecido aparece no porão, forçando Rafael a fugir com o material sob chuva forte. O prazo agora é de cinco dias.

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The First Lead

A campainha rasgou o ar duas vezes, seca e impaciente, sobrepondo-se ao tamborilar incessante da chuva contra a janela. Rafael deixou o celular cair na mesa de centro e abriu a porta do apartamento sem acender a luz do corredor. O interfone nem chegou a tocar — alguém subira direto.

Um motoboy coberto por capa de chuva preta brilhante estendeu um envelope pardo pequeno, sem selo, sem remetente. Apenas o nome escrito à mão na frente: Rafael Almeida. A caligrafia era dela. O R aberto como garra, o A tombando para a direita — Clara.

— Assina aqui — disse o rapaz, já empurrando o tablet.

Rafael rabiscou o nome com dedos frios. O motoboy desceu as escadas correndo antes que ele pudesse abrir a boca. O elevador rangeu duas vezes lá embaixo. Depois, só a chuva.

Trancou a porta, passou a corrente e só então rasgou o envelope sob a luz fraca da cozinha. Uma única folha amarelada, rasgada na borda esquerda. No cabeçalho, em tinta preta desbotada: Livro-Caixa nº 47 – Controle Interno Almeida & Filhos. Abaixo, lançamentos de doze anos atrás. Transferências redondas demais, valores que nunca apareceram em declaração nenhuma. No rodapé, a assinatura da mãe — a mesma de todos os papéis oficiais antes do acidente. E na margem, letra apertada e urgente de Clara:

“Ainda vivo. Não confie em ninguém da casa. Seis dias. Procure o 13.”

Seis dias. Exatamente o prazo que a polícia dera para arquivar o caso como desaparecimento voluntário. Seis dias desde que Clara sumira sem deixar rastro: sem mala, sem mensagem, sem barulho. A família já falava em “esgotamento”, em “fuga da pressão da herança”. Rafael nunca engoliu. Clara não sumia quieta. E agora aquela página provava que ele estava certo — e que alguém queria que ele soubesse.

Dobrou o papel com cuidado, guardou no bolso interno da jaqueta e pegou as chaves do carro. A chuva castigava São Paulo como se quisesse apagar a cidade inteira.

O sobrado da família no centro antigo parecia mais torto do que da última vez, como se as infiltrações finalmente tivessem vencido a estrutura. Rafael subiu os degraus gastos da entrada lateral, bateu duas vezes e entrou sem esperar resposta.

“Tia Lúcia?”

A voz dela veio da sala, seca:

“Aqui.”

Ele atravessou o corre

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