Colisão de Verdades
O escritório de Arthur cheirava a mogno, couro antigo e à frieza estéril de um hospital. Helena observava a mancha de sangue seco sob a atadura no ombro dele enquanto ele tentava, com movimentos contidos e o rosto pálido, organizar a papelada sobre a mesa. A fragilidade dele, embora oculta sob a postura rígida de herdeiro, era a arma que Helena precisava.
— O contrato que rasguei não foi apenas um pedaço de papel, Arthur. Foi o fim da sua ilusão de que eu seria um escudo descartável — a voz de Helena cortou o silêncio, firme e sem hesitação. — Ricardo não pa
Preview ends here. Subscribe to continue.