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Chapter 8: Fogo no Campo de Provas

Kael sobrevive a uma perseguição na Zona de Expurgo usando overclock, salva um piloto novato em uma exibição pública de habilidade e é abordado por Lívia, que revela dúvidas sobre a origem da tecnologia da academia.

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Fogo no Campo de Provas

O Vulture-4 não gemia; ele gritava. O metal das articulações, forçado além de qualquer tolerância de fábrica, rangia sob a pressão do overclock. Kael sentia a vibração no próprio sistema nervoso central, uma dor aguda que subia pela espinha. O chassi de Rank F estava colapsando. Placas de blindagem soltavam faíscas ao roçarem nas paredes dos corredores de serviço da Zona de Expurgo. As comportas de segurança desciam como guilhotinas, selando o setor. Ele tinha exatamente sessenta segundos antes que o núcleo superaquecido transformasse o mech em um caixão de ferro fundido.

— Segura, desgraçado! — Kael rugiu, ignorando os avisos de temperatura que inundavam seu HUD em vermelho sangue. Ele injetou mana bruta diretamente nos motores. O Vulture-4 disparou, transformando-se em um borrão cinzento antes de colidir com uma barreira de detritos antiaéreos. O impacto foi um estrondo ensurdecedor. O sistema cedeu, emitindo um alerta de 'Falha Estrutural Crítica'. O cronômetro no canto da tela piscava: 40 segundos.

O corredor industrial à frente revelou-se um incinerador de alta pressão. Três drones de combate de elite, ajustados pelo Diretor Vane para caça térmica, surgiram das sombras com canhões rotativos zumbindo. Kael não tinha espaço para recuar. Ele inclinou o mech em um ângulo impossível, sentindo o calor das chamas lamberem a blindagem. Em um movimento de alta G, ele usou a inércia da sobrecarga para girar o Vulture-4, destruindo o drone líder com o impacto do próprio chassi. Os destroços serviram de escudo contra a rajada de plasma dos outros dois. O custo foi imediato: o servomotor do braço direito travou, inutilizado.

Kael não parou. Ele emergiu na Arena de Descarte, onde um piloto novato estava encurralado, com o sistema sabotado pela administração. Um drone de extermínio pairava sobre o garoto, carregando um feixe letal. Com 28 segundos no relógio, Kael disparou um pulso eletromagnético convertido do seu módulo proibido, sobrecarregando o drone e forçando-o a um pouso forçado. A ação foi transmitida em todos os monitores da academia. O público, antes silencioso, explodiu em um rugido de reconhecimento. Ele não apenas salvou o novato; ele expôs a falha sistêmica que Vane tentara esconder.

Kael retirou-se para a penumbra das docas, o corpo tremendo pelo feedback neural. O cronômetro zerou, e o Vulture-4 silenciou, imóvel. Lívia surgiu das sombras, a mão sobre a lâmina de indução, mas não atacou. Ela parecia hesitar, o rosto pálido sob a luz de emergência.

— Eles estão mentindo, Kael — ela disse, a voz trêmula. — Os módulos... não são tecnologia nossa. Precisamos entender a fonte.

Ela estendeu um tablet de dados com códigos de origem alienígena. Kael percebeu que a hierarquia estava rachando. Ele salvou o novato, mas agora a administração tinha um alvo fixo em suas costas. A guerra de Vane contra ele acabara de escalar para um nível que a academia inteira não poderia ignorar. Lívia não me atacou; ela me pediu ajuda para entender o sistema, e agora, o verdadeiro jogo de poder estava apenas começando.

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