O Peso da Verdade
A mansão Vasconcellos estava silenciosa demais às quatro da manhã. O cheiro de uísque ainda pairava no ar do carro que os trouxera do Fasano, mas dentro da casa só restava o frio metálico do ar-condicionado e o leve rangido da madeira envernizada sob os pés descalços de Beatriz.
Rafael esperava na sala principal, de pé junto à lareira fria, paletó jogado no braço do sofá, colarinho aberto. Na mão direita segurava uma pasta preta fina, sem nenhum logotipo. Quando ela apareceu na porta, ele não se moveu. Apenas estendeu o braço.
Beatriz parou a quatro passos dele. O vestido longo estava amarrotado na bainha, o batom quase apagado de tanto pressionar os lábios no trajeto. Seus olhos foram direto para a pasta.
— É isso que a mensagem promete
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