A Vingança do Passado
A tela do celular acendeu às 03:47, luz branca cortando a sala envidraçada. Beatriz já sabia antes de ler. Clara Menezes.
“Você achou que umas planilhas apagariam o passado, Bia? Seu pai assinou cada desvio. Tenho cópias autenticadas, datas, valores. Se eu soltar isso antes das 8h, o conselho vai saber que a nora imaculada dos Vasconcellos carrega o mesmo sangue sujo. Hotel Fasano, hall principal, 6h em ponto. Sozinha. Sem advogados. Ou o material vai direto pro colunista que mais odeia Rafael.”
Três leituras. Nenhuma brecha. O pai que ela enterrou defendendo, o discurso que ensaiou no espelho enquanto a cidade sussurrava “incompetente”, agora virava arma contra ela. Clara — prima distante, ex-amiga de sorrisos falsos — segurava o gatilho.
Beatriz respirou até o peito parar de tremer. Digitou com dedos secos:
“Fasano. Hall principal. 6h40. Traga o envelope. Nós
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