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Chapter 3: Cláusulas de Silêncio

Beatriz confronta Rafael sobre a cláusula de confidencialidade que a isola de seus últimos contatos. Ele revela que o contador traiu a família e justifica a medida como proteção contra novo escândalo. Após admitir que a defesa pública na véspera foi instinto, Rafael oferece a versão integral do contrato assinada por ele, devolvendo a Beatriz a opção real de romper o acordo — um gesto de compensação que muda o equilíbrio de poder por um instante. Ela recusa romper, mas cobra presença dele no próximo evento público, aprofundando a dependência mútua.

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Cláusulas de Silêncio

Beatriz não bateu. Empurrou a porta de mogno com o ombro, o trinco batendo seco contra o batente. O escritório de Rafael cheirava a couro novo e a papel antigo; o uísque intocado brilhava âmbar no copo esquecido sobre a mesa. Ele estava de costas para a janela, falando baixo ao telefone. Desligou com um “antes do meio-dia” cortante e virou-se devagar. Não piscou.

— Você leu o anexo.

Não era pergunta.

Ela atravessou o tapete persa em três passos largos e jogou as páginas do contrato sobre a mesa de ébano. O impacto fez o copo tremer.

— Cláusula 8.4(b), parágrafo terceiro. — A voz saiu baixa, controlada, mas com uma borda afiada. — Não estava no rascunho que me entregaram no carro, entre o cartório e os repórteres. Proibir contato com qualquer nome do Anexo C não é confidencialidade. É isolamento total.

Rafael pegou o

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