The Missing Ledger
Lia chega ao sobrado para assinar o fim do inventário e encontra a casa em expulsão: caixas lacradas, pressa de venda e Tia Nadir tentando encerrar tudo sem escândalo. Caio pressiona por lucro e controle, deixando claro que Lia foi chamada como testemunha útil, não como parente legítima. Lia recusa o papel de visitante obediente, exige ver o depósito e encontra um arquivo selado com o próprio nome na frente, no instante em que a tia manda fechar o inventário. O cenário termina com a revelação de que há um registro de dívida escondido dentro, apontando que a família a manteve fora por motivo, não por acaso. No depósito do sobrado, Lia é impedida por Nadir e provocada por Caio enquanto descobre que a caixa selada tem o nome dela escrito à mão. Ao arrancar uma folha carbonada antes de a caixa ser retomada, ela encontra um registro de dívida impossível, com um nome apagado ao lado do dela, sugerindo que foi mantida fora da verdade de propósito. A folha carbonada obriga Lia a ler a família como contabilidade moral: quem foi protegido, quem foi usado e quem foi apagado do registro para que a casa continuasse de pé. Nadir tenta reduzir tudo a um mal-entendido de papel velho, mas a defesa soa como medo, não como verdade. Caio percebe imediatamente o perigo prático do documento e muda de tom, querendo levar a caixa para um lugar “seguro” — o que para ele significa controlado e negociável. Lia, ferida pelo nome riscado ao lado do seu, entende que a exclusão nunca foi acidente: ela foi mantida fora de algo que a ligava à casa e à sua culpa. A cena termina com ela recusando devolver a caixa e assumindo, em voz baixa, que não vai sair dali sem descobrir quem decidiu que ela era dispensável.