The First Test
O cronômetro no visor do meu frame de treino piscava em vermelho escarlate: 04:12 para o despejo de sistema. Se a peça de reposição não estivesse integrada até lá, o núcleo de energia fritaria, transformando meu único meio de sobrevivência em uma carcaça inútil. Eu corri pelo pátio de sucatas da Academia, meus pulmões queimando com o ar saturado de óleo e ozônio. O Enforcer de plantão, um brutamontes com placas de blindagem reforçadas, bloqueou o caminho. Ele sorriu, o metal do rosto rangendo em um movimento antinatural.
— Lote de peças raras é área restrita, "sucateiro". Sem a taxa de entrada, você volta a pé para a periferia — ele rosnou, a voz distorcida pelos filtros do chassi.
Eu não tinha um crédito sequer, e o tempo corria. Meus dedos roçaram uma carcaça próxima, um modelo obsoleto de reconhecimento. O log de dados estava corrompido, mas o padrão de assinatura era inconfundível: uma falha crítica na articulação do joelho, o mesmo design desse Enforcer. Se eu expusesse isso no sistema da Academia, ele seria sucateado por negligência.
— Você quer a taxa ou quer ser desativado por falha estrutural? — provoquei, exibindo o log no meu datapad. O Enforcer travou. O zumbido hidráulico de seu chassi oscilou, um ruído metálico de alta frequência que denunciava o processamento frenético de ameaças. Ele hesitou, e eu não perdi tempo: arrebatei o módulo de interface que buscava e disparei em direção à oficina antes que ele pudesse decidir entre a ganância ou a sobrevivênc
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