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Chapter 5: Cirurgia de Poder

Arthur invade o Centro Cirúrgico, salvando o deputado e investidor do Patriarca após um erro grave do cirurgião-chefe. Ele utiliza a ameaça da investigação federal para forçar sua entrada e, após o sucesso, é imediatamente cercado pelo Consórcio Hospitalar, que ignora o Patriarca e busca Arthur para uma reunião de emergência, consolidando a primeira grande reversão de status.

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Cirurgia de Poder

O ar no corredor do Centro Cirúrgico do Hospital Santa Cecília não era apenas frio; era estéril, carregado com o cheiro metálico de uma instituição que sangrava credibilidade. Arthur caminhava com a cadência de quem não pedia permissão, mas exigia obediência. À sua frente, dois seguranças da família, homens pagos para manter a fachada de invencibilidade do Patriarca, bloquearam o acesso.

— Área restrita, Arthur. O Dr. Aris está no comando. Dê meia volta — ordenou o mais alto, a mão pousada no rádio comunicador.

Arthur parou a centímetros do homem. Ele não elevou a voz. Em vez disso, sacou seu tablet, deslizando o dedo sobre a tela para exibir o cabeçalho de uma notificação da Polícia Federal: a denúncia formal de lavagem de dinheiro e falsificação de prontuários que ele havia protocolado horas antes.

— O deputado está na mesa com um choque séptico induzido por erro de contraste — Arthur disse, a voz cortante como um bisturi. — Se ele morrer sob o bisturi de um homem que falsificou o prontuário de admissão para esconder a negligência, a PF não vai apenas lacrar este andar. Eles vão levar todos os envolvidos em algemas. Abram a porta, ou vocês serão os primeiros a serem interrogados.

O segurança hesitou. O medo da cadeia superou a lealdade ao sobrenome. Arthur empurrou a porta dupla, entrando no santuário cirúrgico sem olhar para trás.

Dentro, o caos era contido. O deputado, o maior investidor do Patriarca, lutava por cada respiração. O monitor cardíaco emitia um alarme agudo e constante. O Dr. Aris, cirurgião-chefe da família, suava frio sob a máscara, as mãos trêmulas enquanto tentava conter uma hemorragia arterial que ele mesmo causara ao perfurar a artéria ilíaca por pura pressa.

— Saia da frente — a voz de Arthur ecoou, fria e absoluta.

— Você não tem autoridade aqui! — Aris tentou manter a pose, mas o tremor em seus dedos o traiu. — Segurança!

Arthur ignorou o apelo. Ele avançou, afastando os auxiliares com uma autoridade que os deixou paralisados. Seus olhos não estavam no rosto do paciente, mas na anatomia exposta, lendo o dano com a precisão de um scanner. Ele assumiu o bisturi com uma fluidez que transformou o pânico em silêncio profissional.

— Você perfurou a ilíaca na tentativa de acessar o hematoma. Amador — Arthur murmurou, corrigindo a sutura com uma manobra técnica que Aris julgava impossível.

Do outro lado do vidro temperado da galeria, o Patriarca apertava o corrimão com tanta força que os nós dos dedos estavam brancos. Helena, ao seu lado, observava a cena com uma curiosidade perigosa, seus olhos fixos na precisão cirúrgica de Arthur.

— Ele está alterando a técnica em tempo real — sussurrou Helena, a voz desprovida da habitual arrogância. — Se o deputado sobreviver, ele não nos deve mais nada. Ele deve a vida ao Arthur.

— Ele é um intruso — sibilou o Patriarca. — Chame a segurança. Interrompa.

— Se você tocar nele agora, enquanto o consórcio assiste, você confirma que prefere a morte do investidor a perder o controle — retrucou Helena, dando um passo para trás. — Eu não vou me afundar com você, pai.

O monitor cardíaco estabilizou. O sinal de alerta cessou, substituído pelo ritmo constante e saudável do coração do deputado. A equipe médica, antes submissa ao clã, trocava olhares de choque e respeito. Arthur havia vencido a primeira batalha de status.

Ao sair da sala, Arthur atravessou as portas duplas com a bata cirúrgica manchada, o rosto desprovido de qualquer marca de cansaço. O Patriarca levantou-se, mas antes que pudesse abrir a boca, os membros do Consórcio Hospitalar contornaram-no como se fosse um móvel obsoleto. Eles cercaram Arthur.

— Doutor Arthur — iniciou o porta-voz do consórcio, ignorando deliberadamente o Patriarca. — Sua precisão na correção daquela fístula foi algo que não víamos nesta ala há décadas. A equipe de monitoramento já compilou os registros. O senhor agiu onde todos os protocolos falharam. Precisamos de uma reunião de emergência agora.

Arthur caminhou em direção à saída, deixando o Patriarca e a Herdeira Rival em um silêncio humilhante enquanto os membros do consórcio o seguiam, aguardando suas ordens.

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