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Chapter 10: O Último Lance de Viana

Arthur interrompe o leilão do 'Legado' apresentando provas irrefutáveis de fraude documental contra Viana. O magnata é humilhado publicamente, banido de licitações e descartado pelo Conselho. Arthur assume o controle da situação, mas recebe o aviso de que o Conselho, em pânico, autorizou sua eliminação física, preparando o terreno para o clímax final.

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O Último Lance de Viana

O martelo do leiloeiro pairava no ar, um peso de madeira escura que prometia selar o destino do 'Legado'. Ricardo Viana, com o sorriso predatório de quem já contava o lucro da desgraça alheia, ajustou a lapela do terno italiano. Ele não viu Arthur entrar. Ninguém viu, até que o som metálico de uma pasta de couro sendo arremessada contra a mesa de mogno cortou o salão como um tiro.

— O lance está suspenso — a voz de Arthur era um comando, não uma sugestão. Ele caminhou pelo corredor central, ignorando os seguranças que, por um instante, hesitaram diante da autoridade gélida que emanava de cada passo seu.

— Arthur? — Viana soltou uma risada seca, forçada. — Você não tem autoridade aqui. Este leilão é uma ordem do Conselho.

Arthur parou diante do leiloeiro, um homem cujas mãos tremiam ao tocar a pasta. Ele não olhou para Viana. Ele olhou para o documento que acabara de entregar: a prova irrefutável de que as assinaturas do leilão haviam sido retroativas, forjadas sob o selo de um cartório que não existia mais.

— O Conselho não emite ordens baseadas em fraudes criminais, Viana. Eles emitem ordens baseadas em poder. E o seu, neste momento, é uma ficção — Arthur virou-se, permitindo que a elite municipal visse a marca de autenticidade da corregedoria no documento.

O silêncio que se seguiu foi o som da ruína. Beatriz, observando da lateral, sentiu o peso da tensão se dissipar. Ela viu o momento em que o leiloeiro, pálido, recuou um passo, distanciando-se de Viana como se o magnata fosse uma doença contagiosa.

— O 'Legado' não será vendido — Arthur declarou, sua voz ecoando sem esforço pelas paredes do salão. — E Viana está formalmente banido de qualquer licitação pública pelos próximos cinco anos. A corregedoria já foi notificada.

Viana tentou protestar, mas as palavras morreram em sua garganta. Ele olhou para os camarotes, buscando o apoio dos membros do Conselho, mas encontrou apenas o vazio. Eles já haviam decidido: ele era um passivo, um erro de cálculo que precisava ser descartado. Em segundos, o magnata que dominara a cidade foi reduzido a um homem comum, sem ativos, sem influência e, pior, sem o respeito que ele tanto exigira.

Enquanto a segurança escoltava Viana para fora, Arthur não sentiu alegria, apenas a frieza do estrategista que sabe que a vitória é apenas um degrau. Ele sentiu o celular vibrar no bolso. Uma mensagem curta, cifrada, do seu aliado dentro do Conselho: "Viana caiu. Eles estão em pânico. A ordem de eliminação foi assinada. Prepare-se."

Arthur ocupou a cadeira que Viana deixara vazia. Ele não olhou para trás. Ele sabia que o Conselho Superior, a verdadeira face da corrupção que destruíra sua família, estava observando cada movimento seu. A queda de Viana fora o prelúdio; a guerra real, contra a própria estrutura da cidade, começava agora. Beatriz aproximou-se, seus olhos encontrando os dele com uma nova e absoluta lealdade. O status da família estava sendo restaurado, mas o preço seria o confronto final contra os arquitetos do caos.

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