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Chapter 10: O Martelo Final

Arthur humilha Ricardo publicamente no leilão ao expor a falência técnica do consórcio e a transferência de ativos para Helena. A Polícia Federal intervém, prendendo Ricardo e encerrando o leilão. Arthur recebe um aviso cifrado de uma organização internacional, sinalizando que o conflito escalou para além das fronteiras locais.

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O Martelo Final

O Salão de Leilões da Avenida Paulista não era apenas um espaço de negócios; era um altar de vaidade. O ar, pesado com o custo do metro quadrado e o perfume caro da elite, vibrava com uma tensão elétrica. Arthur caminhava pelo corredor central, o passo firme, o olhar fixo no pódio. Ao seu lado, Helena mantinha a postura, a pasta de couro em suas mãos contendo não apenas papéis, mas a sentença de morte financeira de Ricardo.

Ricardo estava parado perto da mesa principal, o rosto uma máscara de arrogância que começava a rachar. Ao notar a presença de Arthur, ele avançou, bloqueando o caminho. Seus olhos, injetados, denunciavam o pânico que tentava esconder sob um terno de corte impecável.

— Você não deveria estar aqui, Arthur. Este é um ambiente para quem tem lastro, não para párias que vivem de migalhas — sibilou Ricardo, a voz vibrando com um desespero mal contido.

Arthur parou, a calma em seu semblante sendo mais cortante do que qualquer insulto. Ele não elevou o tom. Com um gesto preciso, indicou a pasta que Helena segurava.

— O lastro, Ricardo, é uma questão de titularidade. E, no momento, você não possui nem o papel timbrado que sustenta o seu próprio nome neste leilão. Você é um administrador de um vazio que eu acabei de drenar.

Helena abriu a pasta, exibindo a cópia autenticada da transferência de ativos. A cor fugiu do rosto de Ricardo como se ele tivesse levado um golpe físico. Ele recuou, o mundo ao seu redor parecendo encolher. O terreno que ele planejava arrematar para salvar sua reputação já não era dele; era de Helena.

O leiloeiro, suando frio, bateu o martelo para iniciar. A sala estava em silêncio absoluto.

— O lance inicial é de dez milhões — anunciou o homem, a voz falhando.

Ricardo tentou erguer a mão, mas o magnata Valente, sentado na primeira fileira, virou o rosto, recusando-se a sustentar o olhar do antigo aliado. Arthur deu um passo à frente, sua voz ecoando pelo salão com uma autoridade que silenciou qualquer murmúrio.

— Vinte milhões. E acrescento uma cláusula: o leilão é nulo se a origem do capital do licitante anterior for auditada.

Ricardo empalideceu. — Você não tem esse dinheiro! Você é um fantasma sem crédito!

Arthur sorriu, um gesto frio que não alcançou seus olhos. Ele retirou um tablet do bolso e, com um toque, enviou o sinal. O telão principal, que deveria exibir os lances, foi invadido. Em vez de números, a lista completa dos membros do consórcio apareceu em alta resolução, encabeçada pelo nome de Ricardo, seguida pelas transações bancárias que provavam a falência técnica de todas as suas empresas.

O salão explodiu em um caos de exclamações. As portas foram abertas com um estrondo. Agentes da Polícia Federal entraram, ignorando os protestos dos investidores. Ricardo foi algemado ali mesmo, sua máscara de poder reduzida a cinzas diante da elite que ele tanto tentara impressionar.

Enquanto Ricardo era arrastado para fora, um dispositivo no bolso de Arthur vibrou. Ele observou a tela: um aviso de uma rede internacional, cifrado e urgente, indicando que o consórcio local era apenas a ponta do iceberg. O jogo, agora, subia de nível. Arthur olhou para o horizonte da cidade através das janelas de vidro, sabendo que a verdadeira guerra estava apenas começando.

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