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Chapter 9: O Leilão de Vingança

Arthur interrompe o leilão de ativos do Hospital Valente, revelando que comprou todas as dívidas de Roberto Gusmão. A falência pública do magnata é confirmada, e Arthur assume o controle total, marcando sua transição de herdeiro oculto para uma força dominante que a Mesa Superior não pode mais ignorar.

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O Leilão de Vingança

O ar na sala de leilões do Edifício Gusmão não era apenas condicionado; era estéril, pesado com o cheiro de desespero disfarçado de perfume francês. Roberto Gusmão, o magnata que outrora orquestrara a queda dos Valente, caminhava pelo palco com a confiança de quem nunca conheceu a derrota. No telão, clipes editados de Arthur sendo expulso do hospital rodavam em loop, uma narrativa de impostor que a Mesa Superior pagara caro para consolidar.

— O senhor Valente é um fantasma que se recusa a aceitar o túmulo — a voz de Gusmão ecoou, amplificada, arrancando risos da elite paulistana. — Hoje, ao leiloar as participações do Hospital Valente, enterramos a farsa de uma vez por todas.

Arthur, escondido no camarote, observava o suor frio na têmpora de Gusmão. O magnata não estava ali por ganância, mas por sobrevivência; ele precisava da liquidez daquela venda para cobrir buracos negros em seu balanço financeiro. O celular de Arthur vibrou. A mensagem de Sérgio era curta: A compensação foi processada. O sistema de garantias colapsou. Agora.

Arthur desceu as escadas. O som de seus passos no mármore silenciou o burburinho. Ele não precisou de seguranças ou gritos; sua presença bastava. Ao chegar à mesa de controle, o leiloeiro hesitou, mas Arthur apenas depositou um envelope pardo sobre o console.

— O leilão acabou, Roberto — a voz de Arthur cortou o salão como uma lâmina fria. — Você está vendendo ativos que não lhe pertencem mais.

— Segurança! — Gusmão gritou, a voz falhando. — Removam esse lixo!

Ninguém se moveu. Os seguranças, cientes de que os contratos de dívida que Arthur revelara anulavam qualquer autoridade de Gusmão, permaneceram estáticos. Arthur subiu os degraus do estrado. Ele abriu o envelope, revelando o registro de transferência de todas as dívidas subordinadas de Gusmão para a Valente Holdings.

— Você apostou alto demais usando dinheiro que não existia — Arthur disse, mantendo um tom de calma absoluta. — O Hospital Valente não está à venda. Nem os ativos que você penhorou ilegalmente. Tudo o que você chama de seu, agora é propriedade de uma fundação que não responde à sua Mesa.

O magnata encolheu-se no terno de seda. Seu celular vibrou freneticamente com notificações de liquidação forçada. O silêncio na sala tornou-se ensurdecedor, quebrado apenas pelo som de investidores consultando seus dispositivos, percebendo que o 'herdeiro dispensável' era, na verdade, a armadilha que os consumiria.

Arthur assumiu o estrado. Ele não olhou para Gusmão, mas para a plateia, enviando um aviso silencioso para as câmeras que alimentavam os servidores da Mesa Superior. O nome 'Dragão' começou a ser sussurrado nos corredores, não mais como um insulto, mas como um reconhecimento de poder. A era da dissimulação havia terminado; Arthur não se escondia mais.

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