O Rei à Paisana
O ar na cozinha do Coração de Jade não cheirava mais a especiarias, mas a ozônio e metal frio. Mestre Chen, cujas mãos haviam esculpido a reputação dos Valente por décadas, observava Arthur com uma reverência que beirava o medo. Sobre a bancada de mogno, o livro-razão ancestral, com suas páginas manchadas pelo tempo e pelo sangue, não era apenas um registro contábil; era a autópsia de uma linhagem assassinada.
— Você não entende, Arthur — Chen murmurou, a voz
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