O Cerco se Fecha
O subsolo do Coração de Jade cheirava a ozônio e história esquecida. Quando Arthur Valente pressionou o pulso contra a face fria do cofre, a cicatriz em forma de dragão não apenas pulsou; ela queimou, uma marca de linhagem que a pedra reconheceu como autoridade absoluta. Com um estalo seco, as engrenagens de bronze, travadas por décadas, cederam. O cofre não apenas abriu; ele suspirou, liberando o peso de uma verdade que a cidade tentou incinerar.
Mestre Chen, que observava das sombras, deu um passo à frente, a luz do candeeiro revelando um rosto marcado pela devoção. Quando a luz tocou o conteúdo — o livro-razão original, com as páginas manchadas de cera vermelha e o selo de propriedade dos Valente — o velho cozinheiro caiu de joelhos.
— O Dragão reto
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