O Banquete da Humilhação
O ar no salão do Hotel Imperial estava saturado com o perfume caro e o desdém silencioso de quem veio apenas para observar a carcaça de um império ser esquartejada. Arthur Valente, vestindo o colete impecável de garçom, equilibrava uma bandeja de prata com a precisão de quem, outrora, comandou as cozinhas mais influentes do país. Hoje, seu único poder era garantir que o vinho de Beatriz Alencar estivesse na temperatura exata.
— Mais devagar, garçom. Você está tremendo ou apenas esperando uma gorjeta? — Beatriz não olhou para ele. Sua voz era um bistu
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