The Contract Clause
O café da manhã na cobertura de Arthur Lancaster não era uma refeição; era uma demonstração de poder. O silêncio que pairava sobre a mesa de mármore carrara era tão denso quanto a névoa que encobria os arranha-céus da Avenida Paulista lá fora. Beatriz encarava a xícara de café intocada, sentindo cada centímetro da distância física que o separava dela como uma sentença. Arthur, impecável em seu terno sob medida, sequer levantou os olhos do tablet. Ele era a personificação da elite paulistana: frio, pontual e letalmente eficiente.
— O relatório de danos está pronto — disse Beatriz, sua voz firme apesar do tremor quase imperceptível em suas
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