O Martelo Não Cai
O ar no saguão do Hotel Metrópole era denso, saturado pelo perfume caro e pela expectativa de um golpe corporativo. Arthur atravessou as portas giratórias com a cadência de quem não pedia licença. Quando o segurança de terno preto bloqueou seu caminho, o homem não viu o genro submisso que servia café na mesa da família Lane; viu um estranho que caminhava com uma autoridade desconhecida.
— O senhor não tem credencial, Arthur. O acesso é restrito aos licitantes — disse o segurança, com um sorriso de escárnio que já vira dezenas de vezes.
Arthur não parou. E
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