Sussurros de Escândalo
O silêncio na sala administrativa de Lívia não era paz; era uma contagem regressiva. Ricardo Gusmão, um homem cujo passado com Lívia era um rastro de cinzas, estava encostado na moldura da porta. Ele não era um paciente, nem um convidado. Era um lembrete vivo de que, em São Paulo, o silêncio tem um preço que flutua conforme a conveniência de quem detém a informação.
— O valor da sua discrição subiu, Lívia — ele disse, a voz arrastada, carregada de uma familiaridade que ela repelia com cada fibra do corpo. — A Valença não perdoa escândalos. Ouvi dizer que o seu noivo renunci
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