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Chapter 6: Jogos de Poder

Arthur desmantela a fachada financeira de Marcos Viana durante a gala da Solaris, expondo fraudes em tempo real e forçando o magnata a ceder o controle da corporação. Após confrontar seu mentor traidor, Arthur imobiliza Viana em um ato público de domínio, consolidando sua posição como o verdadeiro detentor do poder.

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Jogos de Poder

O Salão Solaris era uma vitrine de excessos, onde o brilho do cristal e o perfume de jasmim mascaravam o odor de podridão financeira. Arthur Valente, trajado com a sobriedade de um investidor que não precisa de holofotes, observava Marcos Viana do outro lado do salão. Viana, o magnata que transformara o legado dos Valente em ativos de lavagem de dinheiro, erguia uma taça de champanhe, alheio ao fato de que sua ruína já estava em curso.

Arthur não precisou de um discurso. Com um comando sutil no terminal oculto em seu relógio, ele acessou o servidor central da gala. Em segundos, os telões que exibiam gráficos de crescimento da Solaris foram substituídos por dados brutos: as contas offshore, os desvios de fundos de pensão e a rede de propinas que Viana usara para usurpar o restaurante ancestral. O silêncio que se abateu sobre o salão foi absoluto, interrompido apenas pelo som metálico de centenas de celulares disparando ordens de venda simultâneas. Viana viu, em tempo real, o gráfico de ações da Solaris despencar em uma linha vertical vermelha. A credibilidade do magnata, construída sobre décadas de fraude, desintegrou-se.

Arthur afastou-se da multidão em pânico, subindo ao terraço. O ar era rarefeito, carregado com o cheiro de charutos caros. Alberto, seu antigo mentor, esperava-o junto à mureta, a postura rígida de quem ainda acreditava ser o arquiteto daquela ordem.

— Você sempre teve um talento para o teatro, Arthur. Mas este jogo é grande demais para um cozinheiro — disse Alberto, sem se virar. — Viana está acabado, mas a corporação ainda precisa de um bode expiatório. Se você se retirar agora, eu garanto sua segurança.

Arthur soltou uma risada fria. — Você me ensinou que o valor de um homem é medido pelo que ele pode destruir, Alberto. Você traiu a família Valente para garantir seu lugar na corporação superior, mas esqueceu que eu conheço cada falha no seu balanço. Suas dívidas privadas agora pertencem a mim. Você não é mais o predador; é um ativo em liquidação.

Alberto empalideceu, a fachada de mentor desmoronando sob o peso da revelação. Arthur não perdeu tempo com o homem derrotado; ele tinha um último ato a cumprir no escritório privativo da gala.

Encontrou Viana lá dentro, trêmulo, cercando-se de papéis inúteis.

— Eu preciso de liquidez, Valente — implorou o magnata, sem notar a ironia do sobrenome. — Cinco milhões. Tenho ativos imobiliários que cobrirão isso em quarenta e oito horas.

Arthur serviu-se de uma dose de uísque, observando o desespero de Viana.

— Você me pede um empréstimo enquanto seu nome vira sinônimo de fraude? — Arthur respondeu, o tom glacial. — Eu não quero seus ativos imobiliários, Viana. Eu quero o controle total da corporação que você representa. Assine a cessão, ou veja o resto de sua vida ser leiloado peça por peça.

Viana, sem saída, assinou. A estabilização da empresa agora dependia inteiramente de Arthur. Ao sair do escritório, Viana, tomado por um surto de fúria, avançou contra Arthur com um soco desajeitado. Arthur não recuou. Com um movimento fluido, ancestral, ele interceptou o pulso do magnata e o imobilizou com uma técnica de combate inconfundível, forçando-o ao chão diante dos convidados que começavam a se aglomerar. A elite da cidade observava, em choque, o momento em que o 'cozinheiro' revelava a linhagem do Dragão, deixando claro quem realmente detinha o poder naquelas terras.

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