O Futuro sem Contratos
O cheiro de papel queimado ainda impregnava o ar na cobertura de Rafael, um odor acre que funcionava como o epitáfio da vida que ele conhecera até a véspera. Beatriz observava as últimas brasas morrendo na lareira de mármore. O arquivo de paternidade, aquela prova física que por anos fora sua maior fonte de terror, estava reduzido a cinzas. Sem o terno impecável de CEO e sem a aura de controle absoluto dos Albuquerque, Rafael parecia um homem despido de sua armadura. Ele observava as luzes de São Paulo com uma fadiga honesta, uma vulnerabilidade que Beatriz nunca imaginou presenciar.
— Você queimou a única coisa que me dava poder
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