O Pacto de Sangue
O apartamento de Beatriz, antes um santuário de silêncio e controle, parecia agora um território em disputa. Rafael estava parado na sala, o paletó jogado sobre o braço, a gravata frouxa — um contraste gritante com a imagem do CEO intocável que a imprensa de São Paulo venerava. O tique-taque do relógio de parede marcava o ritmo da contagem regressiva: trinta e seis horas para a audiência de custódia.
Ele não pediu desculpas. Rafael não operava com remorso, mas com a precisão de quem desmantela uma estrutura para salvar o que resta. Sem dizer uma palavra, ele estendeu uma pasta de co
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