A Prova de Fogo
Rafael não marcou hora. Entrou no consultório do Dr. Arnaldo como quem cobra uma dívida antiga, o paletó escuro contrastando com a luz fria das lâmpadas embutidas. O médico, um homem de sessenta anos que já tratara três gerações da família Albuquerque, ergueu os olhos por trás da mesa de mogno e soube, no mesmo instante, que não havia saída.
— Rafael, você sabe que não posso entregar prontuários sem ordem judicial.
— E você sabe que minha família pagou para que esse prontuário nunca existisse. — A voz saiu baixa, sem pressa. — Cinco anos atrás, q
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