O Preço da Elegância
O brilho dos cristais no salão do Hotel Unique não aquecia Beatriz; ele a expunha. Sob a luz fria dos lustres de Murano, cada detalhe de seu vestido de seda azul-noite parecia um disfarce barato, uma tentativa desesperada de manter a fachada de uma consultora de eventos de sucesso enquanto sua vida desmoronava nos bastidores. Ela observava os convidados com a precisão de quem conhece o custo de cada arranjo floral, de cada taça de champanhe, e, principalmente, o preço do silêncio.
Sua agência estava tecnicamente falida. O prazo para a renovação da custódia de Arthur vencia em quarenta e oito horas, e o juiz exigia provas de estabilidade financeira que ela não possuía. Aquele baile não era uma oportunidade de negócio
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