O Novo Alicerce
O silêncio na sala de reuniões da holding não era vazio; era uma pressão atmosférica que parecia sugar o oxigênio de quem ali estava. Rafael depositou o cartão de acesso sobre o mogno polido com a precisão de quem solta uma arma. O som do plástico contra a madeira ecoou como um disparo.
— Você está cometendo um suicídio profissional, Rafael. Os acionistas vão devorar o que sobrar da sua reputação antes do fechamento da bolsa — sibilou o presidente do conselho, os dedos cravados na pasta de documentos.
Rafael não vacilou. Empurrou o termo de renúncia definitiva, a assinatura ainda fresca, o papel ainda quente sob a luz fria do escritório.
— Deixe que devorem. O que construí aqui nunca foi meu; foi uma cela de luxo que eu mesmo
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