A Escolha de Beatriz
O escritório na Vila Olímpia parecia menor, quase claustrofóbico, sob a luz cinzenta da tarde de terça-feira. Dois dias haviam se passado desde que o nome de Rafael Sampaio fora riscado da presidência da holding, um suicídio corporativo transmitido ao vivo para todo o mercado financeiro. Na tela do computador, o gráfico de ações da empresa oscilava, mas Beatriz não via números. Ela via a ruína de um homem que, por uma década, fora o arquiteto de sua própria prisão.
O telefone sobre a mesa vibrou. Era a escola de Leo. Pela terceira vez em uma hora. Ela ignorou, sentindo o peso
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