O Preço da Proteção
O ar-condicionado do Hotel Unique parecia incapaz de dissipar a eletricidade estática que emanava de Rafael. Ele a conduzia para a saída com a mão espalmada na base de sua coluna — um gesto que, para os convidados, era de proteção possessiva, mas que para Beatriz soava como uma algema de veludo. O celular em sua clutch vibrou pela terceira vez. A notificação da escola de Leo queimava contra sua palma como uma brasa.
— O evento foi um sucesso, Beatriz. Ninguém duvida mais da nossa aliança — Rafael murmurou, o tom desprovido de calor. Seus olhos
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