O Contrato da Vida Real
O silêncio dentro do carro blindado, enquanto se afastavam do Hotel Fasano, era mais denso que o burburinho da elite paulistana que deixaram para trás. Do lado de fora, a alta sociedade ainda digeria o colapso do noivado de conveniência: Ricardo Vilela não era mais o herdeiro intocável, mas o homem que acabara de trocar a presidência do grupo pela paternidade de uma criança que o mundo mal conhecia. Helena observava as luzes da Avenida Paulista borrarem-se contra o vidro. Sua mão, sobre o colo, ainda tremia — um resquício da adrenalina que a mantivera ereta enquanto os flashes explodiam.
Ricardo, ao volante, mantinha o olhar fixo na estrada, a mandíbula travada. Ele não era ma
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