A Queda das Máscaras
O apartamento de Helena, em Pinheiros, parecia subitamente pequeno demais para a eletricidade que emanava do confronto. Sobre a mesa de mogno, o contrato de noivado — o documento que por meses serviu como escudo e algema — repousava como uma sentença de morte para a farsa. Ricardo observava a folha, o papel parecendo mais pesado do que o metal de seus relógios de luxo.
— O jogo acabou, Ricardo — disse Helena, a voz firme, despojada de qualquer tremor. Ela não estava pedindo; estava decretando o fim da sua subordinação. — Não há mais afilhados. Não há mais dívidas que justifiquem você ditar como eu crio meu filho. O dinheiro que você insiste em despejar não é reparação; é uma tentativa de controle que eu não aceito mais.
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