Colisão de Mundos
O escritório de Ricardo, no quadragésimo andar, parecia ter encolhido. O silêncio era uma lâmina, cortada apenas pelo som seco do dossiê de couro sendo arremessado contra a mesa de mogno. O carrinho de metal — um brinquedo barato, uma ofensa àquela estética de vidro e aço — repousava sobre os papéis confidenciais da herança. Ricardo não se sentou. Ele permanecia de pé, as mãos espalmadas sobre a mesa, o corpo inclinado em uma ameaça silenciosa. Seus olhos, habitualmente frios e calculistas, agora queimavam com uma inte
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