O Fim da Farsa
O escritório de advocacia no 24º andar da Avenida Paulista cheirava a café amargo e couro envelhecido. Beatriz observou o advogado da holding deslizar o documento de rescisão sobre a mesa de mogno. O silêncio não era de alívio, mas de uma expectativa cortante. Com a prisão de Constantino e a poeira baixando na reunião de acionistas, o contrato de substituição era agora apenas um pedaço de papel sem valor legal. Sua família estava salva, a casa estava protegida, e a farsa que a prendera a Arthur Valente chegara ao fim.
— A dissolução é formal, Beatriz — disse o advogado, sua voz soando como um veredito. — Sem o vínculo contratual, a cláusula de proteção de image
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