A Armadilha Armada
O ar no escritório de advocacia Valente era rarefeito, impregnado pelo aroma de couro envelhecido e o peso de papéis que decidiam destinos. Beatriz mantinha a coluna reta, os dedos cravados na pasta de couro que continha as provas de corrupção da holding. Ao seu lado, Arthur era uma estátua de frieza calculada, servindo como sua única barreira contra o mundo exterior. Constantino, o patriarca, bloqueava a saída da sala com uma elegância predatória.
— A escritura da casa é um gesto romântico, Arthur, mas irrelevante — Constantino disse, os olhos fixos em Beatriz. — O paradeiro da irmã dela, contudo, é uma variável que ainda posso controlar. Entregue os documentos, Beatriz, e talvez eu esqueça que sua família deve
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