A Máscara Cai
As portas do elevador privativo se fecharam com um clique quase inaudível, selando o mundo seis andares abaixo. Os aplausos contidos da sala de reuniões ainda ecoavam nos ouvidos de Helena como um zumbido distante. Ela apertou a pasta de couro contra o peito, o couro ainda quente das mãos que a haviam segurado durante a confrontação. Ricardo ficou de lado, braços cruzados, o terno azul-marinho agora marcado por vincos invisíveis — o preço de cada voto que ele queimara por ela.
O painel digital descia devagar: 32… 31… 30. O silêncio pesava mais que qualquer palavra.
— Você não precisava ter dito aquilo na frente de todos — murmurou ela, voz baixa e controlada. — “Qualquer ataque à minha noiva é ataque direto a mim”. Eles já tinham entendido o recado.
Ele deu um meio sorriso que não alcançou os olhos.
— Marcelo ainda calculava se valia a pena expor o noivado falso. Eu tirei a carta da mão de
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