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Chapter 10: A Máscara Cai

Após a vitória no conselho, Helena e Ricardo confrontam o custo real da proteção dele no elevador e na cobertura. Ela usa os registros de cumplicidade para forçar a conversa sobre o que é estratégia e o que se tornou real. Ricardo admite que não quer encerrar o noivado porque, pela primeira vez, sente que alguém entende o peso do poder. Na varanda, ele propõe o fim formal do contrato para devolver agência a ela, mas Helena percebe o medo genuíno na voz dele e responde com uma pergunta que deixa o futuro aberto.

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A Máscara Cai

As portas do elevador privativo se fecharam com um clique quase inaudível, selando o mundo seis andares abaixo. Os aplausos contidos da sala de reuniões ainda ecoavam nos ouvidos de Helena como um zumbido distante. Ela apertou a pasta de couro contra o peito, o couro ainda quente das mãos que a haviam segurado durante a confrontação. Ricardo ficou de lado, braços cruzados, o terno azul-marinho agora marcado por vincos invisíveis — o preço de cada voto que ele queimara por ela.

O painel digital descia devagar: 32… 31… 30. O silêncio pesava mais que qualquer palavra.

— Você não precisava ter dito aquilo na frente de todos — murmurou ela, voz baixa e controlada. — “Qualquer ataque à minha noiva é ataque direto a mim”. Eles já tinham entendido o recado.

Ele deu um meio sorriso que não alcançou os olhos.

— Marcelo ainda calculava se valia a pena expor o noivado falso. Eu tirei a carta da mão de

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