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Chapter 5: Parceria de Sobrevivência

Kaelen e Renata escapam do Hangar 4 após a instalação do processador militar, utilizando uma sobrecarga de energia para despistar a segurança. No 2º andar, eles superam drones de supressão usando táticas não convencionais, mas a vitória é imediata e perigosa: a Torre adapta o layout do 3º andar em tempo real, prendendo-os em uma armadilha mecânica enquanto o sistema começa a aprender o estilo de luta de Kaelen.

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Parceria de Sobrevivência

O alerta vermelho no Hangar 4 não era um aviso; era uma sentença de morte. O Vulture-7, agora equipado com o processador de classe militar, vibrava com uma frequência agressiva que fazia a estrutura do chassi gemer. O cronômetro no painel marcava 13 horas e 42 minutos para a reatribuição forçada. Kaelen sentia o calor do hardware sobrecarregado irradiando para a cabine.

— As travas magnéticas foram seladas. Viana bloqueou as saídas de emergência — a voz de Renata, vinda do canal fechado, estava trêmula. Ela estava no terminal, seus dedos sobre os hologramas de segurança que ela mesma corrompera. — Kaelen, se a assinatura de energia do Vulture atingir o nível Classe A, a rede de defesa da Torre vai nos marcar como alvos prioritários. Eles não vão nos prender; vão nos apagar.

Kaelen não respondeu. Ele forçou o acelerador. O Vulture-7 respondeu com uma inércia brutal, uma aceleração que o empurrou contra o assento. O frame, antes um amontoado de sucata, agora era uma extensão de seu sistema nervoso.

— Abra o duto de exaustão principal — ordenou Kaelen. — Se eu sobrecarregar o núcleo, o hangar vai entrar em colapso energético. A escuridão vai mascarar nossa assinatura térmica. É a única saída.

Eles romperam a barreira no instante em que a segurança invadia o setor. O 2º andar os recebeu com o cheiro acre de ozônio. Três drones de supressão flutuavam à frente, bloqueando a rampa. Eles não estavam apenas patrulhando; estavam prevendo as rotas de Kaelen com uma precisão matemática fria.

— Eles estão usando os logs de combate do meu antigo parceiro! — Renata gritou. — Eles sabem como eu me movimento. Eles fecham o cerco antes mesmo de tentarmos a manobra.

— Então pare de ser previsível — Kaelen retorquiu, observando o display. — Confie na minha inércia. Vou forçar o sistema de mira deles a travar no meu sinal. Quando eu disparar o pulso, você ignora o protocolo e avança pelo flanco cego. Se hesitar, seremos sucata.

Renata avançou. No momento em que Kaelen sobrecarregou os estabilizadores, criando um clarão que cegou os sensores dos drones, ela derrubou a unidade central com um disparo de plasma. A vitória, porém, foi curta. O sistema da Torre começou a processar os dados do combate em tempo real, adaptando as defesas do 3º andar diante de seus olhos.

Ao subirem, o ambiente distorceu-se. As paredes de liga leve retraíram-se, revelando torretas de alta cadência que não faziam parte da topologia original. Viana estava reescrevendo o campo de batalha para forçar a anomalia a se autodestruir.

— Eles nos isolaram — Renata constatou. — Estão fechando as frequências de sincronia.

Kaelen olhou para o mapa tático. O labirinto mudava como engrenagens de um relógio colossal. Paredes de aço desceram do teto, selando as rotas. Ele percebeu, com um calafrio, que a Torre estava aprendendo com cada movimento seu. O 3º andar tornou-se uma armadilha mecânica, e as paredes começaram a se contrair, reduzindo o espaço de manobra até que não restasse nada além do metal frio e a certeza de que a Torre estava evoluindo para anular sua existência.

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