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Chapter 2: O Módulo Proibido

Kaelen e Sora integram o módulo proibido ao Sucateiro enquanto o Diretor Hektor emite um ultimato. Kaelen decide forçar a ascensão ao Nível 5, aceitando o custo neural da tecnologia experimental para desafiar o controle do sistema.

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O Módulo Proibido

O cheiro de ozônio e metal queimado impregnava o ar da oficina, um odor que Kaelen Vane aprendera a associar com a sobrevivência. O Sucateiro estava ancorado no centro do laboratório, seus pistões hidráulicos sibilando enquanto o chassi, uma carcaça de liga barata, tentava se ajustar ao peso do novo componente. O módulo experimental, uma peça de engenharia de geometria impossível, pulsava com uma luz azulada sob a blindagem torácica do frame.

Sora estava debruçada sobre o console, os dedos dançando sobre os hologramas de telemetria. Ela não olhou para Kaelen quando ele entrou, mas a tensão em seus ombros era uma resposta clara.

— O sistema da Torre tentou apagar o log de batalha três vezes desde que você chegou — a voz dela era um fio de tensão. — Eles não estão apenas monitorando, Kael. Eles estão tentando purgar a memória do seu frame. Se eu não isolar esse módulo agora, o Sucateiro vai ser transformado em sucata real antes do amanhecer.

Kaelen caminhou até o painel de dívida. O número, antes uma sentença de morte de 4.200.000 créditos, estava congelado em um tom de âmbar estático. O Protocolo de Otimização não era apenas um hack; era uma rebelião em código.

— O que você encontrou? — perguntou ele, a voz baixa.

Sora girou a cadeira, o rosto pálido sob o brilho dos monitores. — Isso não é tecnologia da nossa era. A arquitetura de dados é anterior à fundação da Torre. É um vírus de otimização que ignora as restrições de telemetria impostas pelo Diretor Hektor. Se integrarmos isso ao seu sistema neural, você não vai apenas pilotar o frame. Você vai se tornar o frame. Mas o custo… Kael, o feedback sensorial vai ser brutal. Se o frame sofrer dano, seu sistema nervoso vai sentir cada impacto como se fosse carne e osso.

Antes que Kaelen pudesse responder, o ar da oficina vibrou. O holograma de Hektor surgiu, ocupando todo o espaço disponível, sua imagem projetada com uma nitidez arrogante.

— Piloto Kaelen Vane — a voz do Diretor ecoou, fria e desprovida de humanidade. — Sua licença de operação foi revogada por irregularidades de telemetria. Entregue o núcleo experimental ou a força tática de manutenção será enviada para apagar sua existência. Você tem até o pôr do sol.

Kaelen sentiu o sangue ferver. A ameaça de Hektor não era um aviso; era um convite para o abate. Ele olhou para o Sucateiro, depois para Sora.

— Eles querem que eu entregue? — Kaelen sorriu, um gesto sem humor. — Eu vou dar a eles um show. Nível 5. Agora.

— Você vai morrer lá em cima — Sora rebateu, mas suas mãos já se moviam para preparar a conexão neural.

— Se eu ficar aqui, a dívida me consome. Se eu subir, eu forço o sistema a me reconhecer. É a única saída.

Sora suspirou, um som de resignação técnica, e puxou o cabo neural principal. — Se você quer suicídio, pelo menos faça valer a pena. Segure-se.

Ela conectou o cabo. A visão de Kaelen foi instantaneamente inundada por uma cascata de dados proibidos. O sistema da Torre tentava desesperadamente apagar a intrusão, enviando picos de energia que faziam as luzes da oficina oscilarem. Kaelen caiu de joelhos, a mente sendo dilacerada por códigos que não deveriam existir. Ele sentiu o Sucateiro despertar, não como uma máquina, mas como uma extensão de sua própria vontade, faminta e implacável.

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