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Chapter 5: Duelo de Elite

Kael derrota Valerius, um protegido de elite, em um duelo público na arena Delta. Ao vencer, ele reivindica o motor do oponente como espólio, reduzindo sua dívida e ganhando um upgrade crítico. A vitória expõe a corrupção de Silas perante o público e revela que o Ferrugem possui uma conexão oculta com a rede de energia da Academia.

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Duelo de Elite

O contador de dívida no painel do Ferrugem pulsava em um vermelho agressivo: 04:12. Quatro minutos e doze segundos para a falência total da minha cidadania. O ar dentro do cockpit estava saturado com o cheiro de ozônio e o calor insuportável do motor ilegal que eu havia instalado no mercado negro. Ele vibrava sob o assento, uma pulsação errática que desafiava a integridade do chassi obsoleto.

Nas arquibancadas, o Diretor Silas observava com a imobilidade de uma estátua de mármore. Ao seu lado, Elena Vane mantinha o queixo erguido, o olhar fixo no meu frame com um desprezo que, desta vez, carregava uma sombra de dúvida. Ela esperava que o motor explodisse antes do primeiro embate. Eu não lhe dei esse prazer. Meus dedos dançavam pelo painel, sobrepondo o código de sabotagem do Vulto à telemetria da Academia. O protocolo 'Risco de Segurança Classe Delta' já estava ativo, inundando a arena com uma carga iônica projetada para fritar circuitos de frames não certificados.

— Você está fora do seu peso, lixo — a voz de Valerius, o protegido de Elena, ecoou pelo canal aberto, acompanhada por um coro de risos da elite nas arquibancadas.

O Vanguarda-7 dele avançou, uma máquina de cromo polido que parecia um deus diante da minha sucata. Ele disparou cabos de cerâmica magnética. O impacto sacudiu o Ferrugem, fazendo o display rachado piscar em estática. Meus servos gemeram sob a tensão. O peso do oponente era uma âncora, e o protocolo iônico da arena começou a corroer meus sistemas de navegação.

Eu não tinha margem para a técnica convencional. Canalizei a sobrecarga harmônica, forçando o motor ilegal a ignorar os limitadores de fábrica. O Ferrugem soltou um urro metálico, uma vibração que percorreu cada parafuso. Com um movimento fluido, usei o cabo de Valerius como alavanca, girando sobre o próprio eixo. O Vanguarda-7 foi arremessado contra a barreira iônica. O choque de energia azul saturou a arena, fritando os sistemas de elite do oponente em um instante de silêncio absoluto.

O público, antes hostil, silenciou-se, atordoado. Silas gesticulou para a equipe de limpeza, tentando intervir.

— Piloto Kael, a prova foi encerrada. Afaste-se do ativo — a voz de Silas soou pelo alto-falante, tensa.

— O regulamento diz que o espólio pertence ao vencedor, Diretor — respondi, abrindo o canal público para que todos ouvissem. — A menos que a Academia tenha mudado as leis para favorecer seus protegidos.

Silas recuou, acuado pela vigilância das câmeras. Eu extraí o motor de elite do Vanguarda-7. O peso do componente em minhas mãos era a prova de que a hierarquia podia ser quebrada.

De volta ao hangar, o Ferrugem parecia outra máquina. Enquanto eu instalava o novo motor, o contador de dívida caiu drasticamente. Ao girar a ignição, não houve o rugido de sucata, mas um zumbido grave e harmonioso. O painel principal brilhou em um azul neon desconhecido, e dados em símbolos fractais começaram a rolar. O mapa da rede de energia da arena surgiu na tela, revelando que a armadilha de Silas era apenas a ponta de um iceberg. O Ferrugem não era apenas sucata; ele estava reagindo a uma frequência que a Academia tentava esconder a todo custo.

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