O Peso do Contrato
O flash das câmeras cortava a noite paulistana como uma lâmina fria, ofuscando minha visão enquanto descíamos a escadaria de mármore. Ao meu lado, a mão de Arthur Viana era uma âncora de aço em minha cintura, exercendo uma pressão que não buscava conforto, mas controle absoluto. Para os fotógrafos que bloqueavam a saída, éramos o casal do ano, a imagem da estabilidade corporativa em meio ao caos do desaparecimento de Isabella. Para mim, éramos dois estranhos em uma guerra de narrativas, onde cada sorriso meu era um pagamento parcial pela liberdade do meu pai.
— Sorria, Helena — Arthur murmurou, sua voz um rosnado baixo, quase inaudível sob o clamor. — Seus olhos estão revelando que você prefere estar em qualquer outro lugar. Lembre-se de quem
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